Que tal um café?

Olá leitores.

O homem sempre teve necessidade de se comunicar. É assim desde a pré-história. De lá até aqui, temos seguido.

O fato é que seguir nem sempre significa progredir. O ser humano evoluiu ao longo dos anos e a sociedade modificou-se e modifica-se quase que instantaneamente. A comunicação já não é a mesma.

O mundo globalizado, por exemplo, trouxe consigo o encurtamento das distâncias. Agora mesmo você está lendo essas linhas em qualquer lugar do mundo. Eis aí a distância encurtada.

Será? Será que hoje, com tantas formas de chegar ao outro, temos de fato ido ao seu encontro?

Vejamos. Não nos ligamos mais. Quem hoje te deseja parabéns ao telefone? Ah, vai. Uma mensagem no facebook ou no ‘zapzap’, tem o mesmo efeito. E o abraço? A gente dá quando se encontrar por aí. E a gente se encontra? Difícil. E chega a ser desnecessário, afinal nos falamos todos os dias pelas redes sociais.

Ê, afeto. Por onde anda? Por onde anda a ansiedade dos encontros? Por onde anda o cheiro daquele amigo ou daquele amor? Por onde anda aquele abraço apertado que faz a gente fechar os olhos pra sentir?

Eu declaro: Não temos mais escrito cartas; bilhetes, não temos mais nos olhado, não temos mais nos tocado, não temos mais conseguido expressar aquilo que sentimos.

Este espaço é para mim, para você, para nós refletirmos um pouco sobre isso. É para nós criarmos coragem de ir além nos nossos relacionamentos e ralações. Este espaço é para declararmos, sem receios ou pudores, aquilo que desejamos, que sentimos, que pensamos.

Em breve serão publicados alguns textos, em formatos de crônicas, de cartas, com personagens fictícios ou não, abrindo o seu coração, nos inspirando.

Se você tem alguma história para compartilhar, alguma sugestão para dar, não hesite. Declare-se. Mande-me um e-mail e eu terei prazer em dialogar com você. Quem sabe um dia não possamos tomar um café?

Com afeto,

Larissa Cândido.

 

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